segunda-feira, 15 de junho de 2009

... amigos ....

Amigo que só me quer quando eu estou bem e faço tudo certinho não me interessa. Amigo tem que estar do meu lado. Tomar partido. Do jeito que eu sou. E aceitar também o que não é bom em mim. Eu erro. Faço bobagem. Surto e tropeço nos meus próprios pés. Eu não quero ser julgada. Quero colo. Compreensão. E consideração. Por que eu sou assim. Se é pra amar tem que amar tudo. O bom e o ruim do pacote. Meus amigos não são perfeitos. Não sabem tudo e não podem exigir que eu saiba. Amizade não é uma rua de mão única. Vale errar, borrar o papel, apagar com borracha e começar a escrever uma história nova.
Com amigos de verdade acho que a gente não tem muita alternativa. Fomos escolhidos e escolhemos, não importa o que aconteça. Quase igual família, que a gente sabe que não tem jeito e vai ter pra sempre. Alguns amigos são assim, a família que a gente escolheu. Mesmo quando, às vezes, dá vontade de não ter escolhido.
E depois de escolhidos é difícil voltar atrás. A gente ama e ponto. Eu amo mesmo. Faço de tudo para não julgá-los pelos seus erros, assim como espero não ser julgada pelos meus. Mas sofro cada vez que percebo que estão lá, correndo na direção contrária, tendo a certeza de que estão certos.
Lógico que aqui também vale uma regrinha simples. Todo mundo tem o seu limite. Eu tenho, meus amigos também têm. Não tem mal nenhum em dar segunda chance. Mas segundas chances também têm limites. Porque passar dos limites sempre é muito complicado. Cansa demais.
Eu falo. Grito. Uma, duas, três, até quatro vezes. Sou chata mesmo, insistente. E tenho uma mania insuportável de achar que dá pra consertar tudo. E acho que as pessoas precisam ter a certeza de que têm com quem contar. Então aviso mais de mil vezes: olha, eu estou aqui tá?. Quando percebo que não adianta mais falar é difícil. Muito mais pra mim do que pra eles. Não é legal pra uma pessoa como eu que gosta de proximidade, perceber que posso ajudar muito mais estando longe.
Aí eu fico aqui, torcendo e esperando que, depois da cabeçada na parede eles aprendam. E me procurem, porque eu, com certeza, vou estar aqui, esperando, com o ombro pronto e os braços abertos. Afinal, amigo é pra essas coisas.

2 comentários:

♥ Janinha ♥ disse...

Eeeeeeeeeee

"Alguns amigos são assim, a família que a gente escolheu. Mesmo quando, às vezes, dá vontade de não ter escolhido."

Nem fale!
Mas falou tudo as vezes queremos superproteger nossos amigos quando na verdade eles não precisam de proteção, precisam mesmo é de umas cabeçadas pra colocar as idéias no lugar rsss

Beijokas

Cláudia Linck disse...

"amizade" é quase o segundo nome do lugar que a gente volta dps de bater com a cabeça na parede, com ou sem querer.. quantas vezes a gente já não voltou pra lá? espero que todos os teus sempre voltem.. enquanto é tempo, ou pra inventar mais tempo :)