quinta-feira, 21 de julho de 2011

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Tenho dias difíceis. Dias melhores. Dias sem cor, azuis, vermelhos e dias de tempestade. Às vezes todos os gostos e cores em um dia só. Talvez eu só seja uma pessoa que sente coisas demais. Uma pessoa que se perdeu diante de sentimentos e situações tão conflitantes que não cabem dentro dela.

Nunca aceitei o papel de vítima das circunstâncias. Quando estamos fragilizados por algum motivo é fácil reagirmos assim. Pra mim não. É difícil me sentir frágil, impotente e sem condições para mudar alguma coisa. Fico nervosa demais, exijo demais, minha cabeça não processa informações e parece que eu esqueci como é estar feliz, assim, de um jeito simples.

Sei que tenho muita sorte, muitos amigos verdadeiros, um amor de carne e osso e uma família maravilhosa. A verdade é que estou com medo. Porque não sei como vou ser daqui a dois minutos. Não sei se vou conseguir me acalmar ou se qualquer bobagem vai me fazer perder as estribeiras. Eu sou uma só. E não consigo ser forte o tempo todo. Hoje eu estou assim, com olheiras que não somem com maquiagem e um vazio que não dá pra preencher com nenhuma das coisas existentes nesse mundo.

Não, eu não sou mulher de desistir. Nunca. A vida é muito valiosa para ser desperdiçada. E eu tenho certeza de que não estou aqui para isso. Pode ser que, se eu parar para respirar descubra que não sei onde a minha alegria está escondida. Mas também posso entender que, sem a tristeza, não seria possível encontrá-la.

2 comentários:

Debora Coneglian disse...

oi amiga linda. Se quer alguém que te entenda, cheguei. To aqui, respirando cada palavra e vivendo um sensação muito parecida com a sua. Nó na garganta, aprenciva e tudo mais um pouco.
Segurando o mundo o tempo todo com as mãos e roupas de mulher maravilha, mas quando bate o outro lado, parece que nem sentada consigo ficar direito. O que eu quero que voce saiba é que o AMOR vai re-chegar jaja. Dorma, tome banho, coma chocolate por agora sim e fique sozinha. É o que eu tenho feito. beijos no coração.

Dhiii disse...

Ah Mari. Pode parecer clichê o q vou escrever, mas é a verdade: nada como o tempo.. mas até lá, calma.
Beijo!